
De braços dados prometemos amor eterno, prometemos mover o Mundo e aproveitar cada segundo.
De lábios colados sofremos calados um pelo outro, por não podermos ler a mente do outro e saber se este está contente.
De olhos nos olhos juramos nunca nos esquecermos do essencial e do mais especial que ia no nosso coração.
De lágrimas escorrendo pelas fases eu sofri por um pedaço de mim que perdi, lágrimas que me queimavam a face e fizeram com que se despedaçasse cada pedaço do meu coração.
No chão do meu quarto rastejei, chorei e me matei por te desejar mais do que realmente podia desejar e ter.
Só desejava voltar a sentir o teu peito roçar contra o meu, as nossas pernas entrelaçarem-se, os meus lábios percorrerem a tua face e que as tuas mãos voltassem a percorrer a minha cintura como um abraço, que me protegesse como murros impenetráveis e, que esse mesmo abraço, me asfixiasse e me prendesse alimentando-me e deixando-me cada vez mais desejosa da nossa paixão.
Continuar a adormecer ouvindo a tua voz, ver o teu rosto em todos os espelhos e janelas, correr o mundo, à chuva, de mãos dadas contigo e ver em ti o meu abrigo.
Gostava de poder continuar a sentir as tuas mãos pousadas nas minhas ou acariciando o meu rosto, e que os meus lábios ardessem mais uma vez tocando na tua face morena.
E como se ainda isto não bastasse queria, mas queria mesmo muito, que um dia mais tarde as tuas mãos calejadas tocassem na minha cara já enrugada pelo tempo e que até ao último suspiro continuássemos a fazer juras de amor eterno um ao outro.
E por tudo o que eu já vivi, já chorei e já sofri eu juro que te vou desejar, aconteça o que acontecer, e que até a última lágrima apagar a última chama da nossa paixão eu juro, eu prometo que vou, para sempre, te amar…
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