

Tenho a dizer que me habituás-te muito mal!
Todos os dias era acordada por uma carinhosa mensagem tua, algo muito simples mas reconfortante, um “Olá”, “Bom dia” ou “Dormis-te bem?”, algo que me fazia desejada, lembrando-me que eu era alguém, para outro alguém.
Ao longo do dia era assaltada por vários sentimentos provenientes das tuas mensagens, contando-me cada passo que davas, o que me fazia acreditar que eu, para ti, era um poço de confiança, fidelidade, solidez e durabilidade.
Conhecia cada passo, cada pensamento teu, tal como tu conhecias os meus, sentia que conhecia cada pessoa que estava contigo, cada membro da tua família somente pela simplicidade e sinceridade pela qual ela era descrita por ti.
Nos meus anos, ou nos teus, eram telefonemas que podiam durar horas, cheios de bom humor, carinho, segurança e alegria.
Mas quando chegou a parte de arriscar, de por à prova o carinho e o amor que tínhamos um pelo outro, desististe, simplesmente, e eu pensei se tudo aquilo valeu a pena, ou foi apenas um jogo montado por ti.
Não chegamos a ter uma relação, uma “coisa” firme, mas tivemos uma longa e maravilhosa amizade e, por essa razão valeu a pena.
Apesar de não gostar da pessoa em que te tornaste e de odiar a forma como ages agora, mesmo odiando antes o que despertou muitas discussões, mas nós até gostávamos, aprendi com os meus erros e os teus, marcas-te, ficas-te para sempre na minha memória e no meu coração.
O primeiro amor é sempre o primeiro amor, e às vezes, quando dou por mim, estou sentada num canto do meu quarto com o telemóvel na mão e as lágrimas a escorrerem pela minha cara, segredando e pedindo a mim mesma: “Telefona-me”…
Daniela Lima
está simplesmente lindo <3
ResponderEliminaroh, aquilo ainda está um bocado «careca», ainda tem lá pouca coisa. tenho de me dedicar mais áquilo. (:
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