terça-feira, 13 de março de 2012



Hoje apetece me cravar no papel todas as minhas mágoas, todas as minhas dores, todas as minhas lágrimas.
Apetece-me contar que chorei, que inundei a minha alma, naquele dia, tão especial para mim, o dia dos meus 18anos, que devia ser um dia de risos, mas chorei, por causa daquela cadeira vazia na mesa, por causa de faltar um abraço naquele dia, por faltar um sorriso, um beijo de avó terna.
Apetece-me gritar aos quatro ventos que estou infeliz, porque já vivo à 18anos e ainda não senti o amor verdadeiro, o capaz de fazer qualquer loucura, o impossível de esquecer, ainda não senti que alguém me amasse de verdade, como eu gostava de amar alguém...
Hoje apetece-me gritar ao sol para ir embora, para deixar cair a chuva sobre mim, sobre o meu corpo triste, cansado e desesperado...
Hoje apetece-me pegar na garrafa e beber, beber até não ter noção de mim, apetece-me puxar o cigarro que está ali além, na gaveta, apetece-me desiludir-me a mim própria, desiludir-me mais do que já estou, se isso for possível, apetece-me destruir, por breves instantes a minha vida, mas ao mesmo tempo sentir-me nas nuvens!
Não o vou fazer, com grande pena do meu coração, mas por grande felicidade da minha alma...
Entretanto vou procurar alguém para dar o meu amor...



[Nós: Eu, Coração e Alma, sendo três mas sendo ninguém...]

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