segunda-feira, 2 de julho de 2012

Anjos da Terra




Sinto que as palavras já não me satisfazem da mesma maneira, que os rios já não correm para o mesmo lado e que não há nenhum tipo de mecanismo mágico para fazer parar as lágrimas…
Sinto que o papel não faz justiça aos meus sentimentos, que a música não faz o sentido que sempre fez, que as roupas estão sujas e espalhadas pelo ar…
Já nada faz sentido e não é justo arrastar o mundo comigo, o meu mundo comigo…
Tenho saudades da inocência, da pureza, da simplicidade, de um sorriso simples na hora certa, de um abraço e de um beijo reconfortante.
Quero que os meus anjos da terra não voem para longe, que os pássaros cantem à minha janela e que tu não te vás, que seja sempre uma manhã de primavera e que a minha loucura desapareça!
Porque hoje eu caí da cama, saí do sonho, e magoei o meu coração, porque hoje deu aquele aperto que me fez chorar e gritar à janela que não valho nada, que não sirvo para nada e que nada faz sentido…
Não é justo, não devia ser possível cair assim, não devia ser permitido que os anjos fossem embora, que os pássaros voassem para longe da minha janela e que eu tenha que voar com eles, mas na direção oposta, em direção ao medo, ao desconhecido, ao empodrecido Mundo dos humanos.
Não devia ser permitido acordar dos sonhos, magoar as pessoas, chorar, não devia ser permitido que as coisas não façam sentido…
Deixem vir a mim os pássaros e deixem-me sonhar!

Anjos não voem para longe, porque eu preciso de um abraço….

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