Chegas-te ao pé de mim, com o teu inglês perfeito, naquela pista de dança que, quem diria, seria o berço do nosso amor, só me consigo lembrar do teu sorriso, da tua voz quente, da tua mão forte que me puxava para lugares seguros, para não ser engolida pela multidão, chegas-te ao pé de mim, com uma voz firme, convidando-me para tomar um copo com o teu amigo. E eu foi, não sei bem porquê, mas confiei em ti, confiei nesses olhos profundos, castanhos, cor de terra, da nossa Terra.
Graças ao teu amigo descobrimos que havia muito mais que nos ligava, não apenas o gosto pela música, mas a vontade de viver, a vontade de ser livre, de fazer coisas e o desejo de amar, como nunca tinhamos amado antes.
Naquela, e noutras pistas de dança, fomos felizes, entregamo-nos aos braços um do outro, dançamos até o Sol nascer, cantamos ao ouvido um do outro e juramos, juramos que aquele momento não acabaria, nunca...
Voamos para outras terras, juntos, com os amigos que também nos juntaram, descobrimos histórias de Reis e Rainhas, descobrimos o prazer de uma noite regada de álcool, música e amigos. Passamos limites, quebramos regras, sorrimos e choramos, dê-mos a mão pela calada e trocamos beijos apaixonados enquanto todos dormiam...
Era um amor nosso, só nosso, que não queriamos partilhar com ninguém, não queriamos dicas, conselhos, aprovações ou desaprovações, criamos um amor só nosso, em segredo, com toda a adrenalina e paixão que um amor em segredo tem direito.
O tempo passava, e estava-se a esgotar o nosso tempo, estava na altura de vir embora, de largar a mão forte e o abraço onde eu cabia na perfeição...
Entreguei-me a ti, como nunca o tinha feito com outro homem, tu eras o meu homem. Entre lençóis, promessas de amor eterno e gemidos de paixão, entre a tua mão pousada na minha coxa e a minha descendo pelas tuas costas, entre os teus lábios no meu peito e eu sendo tua, fomos um do outro, fomos um, um amor eterno.
Dissemos adeus, tivemos que dizer adeus, e eu voei para a minha cidade e tu para a tua, mas o amor ainda está presente em todos os poros do meu corpo, ainda te sinto todas as noites, ainda te beijo em sonhos e ainda sinto a tua presença em todas as manhãs, ao meu lado...
"Se o destino for justo connosco, voltaremos a encontrar-nos"foram as tuas últimas palavras, celadas com um beijo, o beijo mais apaixonado de todos, o beijo da despedida, da saudade.
Um dia espero contar esta linda história de amor aos meus filhos, com todos os promenores, todas as aventuras e todos os segredos, ansiando que esses sejam os nossos filhos, porque o destino vai ser justo connosco...
Amo-te!!! Até um dia meu amor...
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